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Simulado de incêndio prepara estudantes para emergências

Simulado de incêndio prepara estudantes para emergências

Um incêndio causado por um curto-circuito no bebedouro localizado no pátio da Escola Municipal Dom Bosco, na CIC, foi controlado na manhã desta quarta-feira (14) sem que houvesse vítimas e prejuízos à escola. As chamas e fumaça pareciam reais, porém o fogo fazia parte um exercício simulado de abandono de situação de perigo, promovido pelo programa Defesa Civil na Educação - Conhecer para Prevenir, da Prefeitura de Curitiba.


Desenvolvido em parceria entre as secretarias municipais da Educação e da Defesa Social, o programa prepara estudantes e professores de escolas creches municipais para agirem em situação de emergência. O simulado foi um dos primeiros da programação de 2013, em escola. Nas próximas semanas, outras simulações serão desenvolvidas em unidades da rede de ensino municipal.


A Escola Municipal Dom Bosco ocupa um prédio de dois pavimentos, com dois lances de escadas dividindo as salas de aula onde estudam 720 estudantes, de turmas de educação infantil ao 5.º ano, nos períodos manhã e tarde. Os estudantes levaram apenas quatro minutos para desocuparem o prédio, chegando ao ponto de encontro considerado seguro, no pátio externo da escola. Outros 3 minutos e 26 segundo foram suficientes para que as crianças pudessem chegar até o ponto de evacuação, distante aproximadamente cem metros da escola.


"Foi um ótimo resultado considerando o fato de que a escola tem dois pavimentos e um grande número de estudantes", avaliou o supervisor da Guarda Municipal, José Augusto Grubba, que acompanhou de perto a ação. Caso o acidente fosse real, a rápida evacuação do prédio permitiria que a brigada de incêndio encontrasse a escola já vazia, podendo iniciar imediatamente a ação de contenção das chamas, minimizando os danos de um incêndio real.


Outro ponto considerado positivo pelo supervisor da guarda foi a tranquilidade e organização com o qual estudantes e profissionais do ensino conduziram a ação. "Esse preparo e o conhecimento das formas corretas de agir diante a uma catástrofe é o que pode garantir a sobrevivência ou até a minimização de danos", disse Grubba.


As chamas que começaram no bebedouro localizado no pátio interno do segundo pavimento da escola foram simuladas por um sinalizador, manuseado por um agente da guarda municipal. Ao ouvirem a sirene tocar, comunicando a necessidade de evacuação da escola, os estudantes deixaram as salas, caminhando rapidamente em fila, com os braços para trás. "Tem que manter a calma, sair sem correr e empurrar os colegas. Os braços ficam para trás para não desequilibrarmos", conta o estudante Murilo dos Santos, de 10 anos.


Surpresa


Os simulados práticos acontecem a cada seis meses nas escolas. O primeiro é combinado com as equipes das escolas. O segundo é de surpresa com o objetivo de reforçar e ampliar as informações de como se proteger diante de situações de risco.


Além de aprender como reconhecer perigos e abandonar espaços com risco, os profissionais da educação, integrados ao programa, participam de cursos de primeiros-socorros. As principais ações do projeto, além dos simulados realizados com as crianças, são as reuniões periódicas com o corpo docente e funcionários terceirizados das instituições educacionais.


Também são feitas reuniões com os pais, apresentação do teatro de fantoches da guarda municipal, manutenção das ações e realização de cursos de formação de brigadas de combate a incêndios e de noções de socorros urgentes. "Com a preparação e ação para diferentes tipos de emergências, garantimos a propagação dos princípios de segurança global entre comunidade escolar, que servirão em qualquer ambiente, seja na escola, em casa, no parque, na rua, no shopping e outros locais com grande concentração de pessoas", disse a diretora do departamento de logística da Secretaria Municipal da Educação, Maria Cristina Brandalize.


Neste ano, a meta do programa é incluir mais 89 unidades no calendário de ações do programa. A prioridade de inclusão das escolas foi dada aos Centros de Municipais de Educação Infantil (CMEIs) com maior número de crianças atendidas e aos Centros de Educação Integral, devido às particularidades dos prédios, construídos em blocos de três pavimentos.


Para 2014, outras 73 unidades passarão a fazer parte do programa que até 2015, deverá ter 100% de cobertura das escolas da rede, com inclusão de mais 54 unidades.


O programa Conhecer para Prevenir foi elaborado a partir de um projeto técnico prevendo atividades pedagógicas e a montagem de Planos de Preparação para Emergências Locais – PPEL, nas escolas e creches.


Capacitações

Em um evento adverso a possibilidade de alguém sofrer alguma queda, escorregar ou se machucar é muito grande. Para isso precisamos de pessoas capacitadas para atender àquele que necessitar de ajuda.


Estabelecer os requisitos para a elaboração, manutenção e revisão de um plano de emergência contra incêndio, visa proteger a vida, o meio ambiente e o patrimônio.



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